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Uma concha

Uma concha sou
Não quero sair nem conversar
Um silêncio de fundo de mar me envolve
Como um mergulho noutro mundo
Imensa sepultura de paredes verdes
De volta ao ventre
Líquida solidão
Calma tristeza levada pelas correntes
Imensidão de lágrimas de amor
Meu interior formado de salgados sofrimentos
Submersa estou
Diluída

Onde estás que não bebes a minha dor?

2 comentários:

NAMIBIANO FERREIRA disse...

Gostei!!! Uma visita bem rapida so para dizer: vim te visitar!! Bjs
Nami
Vou linkar vc.

Adriana Costa disse...

Obrigada, Nami!!!
Seja sempre bem-vindo!
bjm