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O rio corre

O rio corre por entre enseadas
Cor de esmeralda oliva ele corre
A mata cerrada esconde por ali
Almas homens medos sonhos
O rio sobe maré mansa
A água oliva encobre solidão
De raízes aquáticas
A garça é quase um anjo
De branco sobre a lama escura
Sua graça não revela sua fome
E os peixes não se dão conta
Do pequeno espetáculo

De repente uma cortina de chuva
Grossa e prateada impede-nos
De ver a paisagem e o barco
Pequeno sacode com a ventania
Um deus resolveu regar corações
Cabeças membros sentimentos
É a estação-Era das secas para o homem
Ele pesca e não come
Ele planta e não come
Ele vende e não come
A cortina-chuva atravessa toda a região
E vai molhar outros sofrimentos

Um comentário:

Anônimo disse...

necessario verificar:)