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Ponte sou entre o passado e o presente




Ponte sou entre o passado e o presente

Fantasmas me habitam
Transitam eles a assombrar o futuro
E eu não quero mais ver as velhas casas
Nem as velhas ruas que um dia
De cabeça baixa eu percorri
Nem quero tropeçar as mesmas pedras do caminho
Não quero mais os cumprimentos sem sentimento
Não mais
Varre o vento as folhas e os papéis amassados
Talvez cartas, más notícias pelo chão
Não quero todo esse passado no meu caminho
Deixe-me talvez uma fotografia
De algum momento em que fui feliz
Do momento mais feliz

Ponte sou entre o passado e o presente
Quem por mim passou deixou pegadas
Leves demais
Para o meu presente ninguém atravessou.

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