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Sempre Noite

Não estou trancada dentro de mim, amor
A porta está aberta

Posso sair
O coração na mão desprotegido
Algo inseguro
É noite, é sempre noite
Por demais escura
Piso o frio das calçadas
com pés descalços
Só, mas inteira
A mudança de cores
Anuncia o dia
Viro sombra
Deixo-me invadir, pisar

Abro as mãos, voam pássaros.

6 comentários:

Ana disse...

Como da noite e das sombras pode nascer poesia com luz.

"Abro as mãos, voam pássaros"

Adriana Costa disse...

obrigada pela visita e pelo doce comentário, Ana!
bjs @>--

pedrita disse...

olha só, mudou o layout. ficou muito bonito. beijos, pedrita

Adriana Costa disse...

Legal que você gostou, Pedrita! Volte sempre!
bjos @>--

maria josé quintela disse...

para os pássaros que voam de noite existe sempre luz!


muito obrigada pela visita adriana.

acqua disse...

Bom dia Adriana, tudo bem? Estou editando o coletânea artesanal de agosto e estava aqui a ler seus textos e me apaixonei por este poema. Aliás, já virei suspeita quando o assunto é o que escreves. Posso postar esse comboio de palavras no coletânea? Diz que sim...
Beijos e tenha um excelente sábado.

Ps. Lembrei de Fernando Pessoa - "um comboio de cordas movido a cordel".