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Abstrato Ambiente






A ausência é calma

E deixa as coisas intangíveis

O contorno dos móveis

Se desfazem em linhas

E imagens disformes

Decoram o quarto

O toque da colcha

Suave, porém fria

É confortável ficar

Quieto e calado

Mas os olhos não fecham

Não fecham nunca

Para não deixar de existir

Para que a realidade não fuja

Pois ela existe somente

Até onde o olhar apreende

8 comentários:

acqua disse...

Caríssima, imagine um sorriso sem graça e feliz. Ousado e intenso. Imagine a paisagem a minha volta com folhas pelo chão trazidas pelo vento.
Imagine uma criança tomando as folhas nas mãos e soprando junto ao vento apenas para vê-las voar.
Imagine o olhar atento e renovado por sobre tuas palavras. Sou eu...
Abraços meus e meu carinho grato e feliz por esse poema que calou fundo no meu coração...

Fernando Rozano disse...

"oos olhos não fecham nunca para não deixar de existir...". extraordinária poesia. meu abraço.

Pedrita disse...

nossa amiga, não sei se consigo achar as ausências calmas. beijos, pedrita

O Profeta disse...

Tens uma luminosa alma...


Doce beijo

Ana disse...

O extraordinário poder do olhar. A leveza das palavras.
Um beijo.

acqua disse...

Adriana, minha amiga (se me permite assim chamá-la) seu verso hoje deixou-me imersa numa saudade de pele. Que sutileza sem igual selou aqui neste meu sentir. Grata.

acqua disse...

E hoje venho avisar-te que "roubei-te" os versos e os levei comigo. No meu momento poesia de hoje tu me farás companhia. Abraços meus

MR BLOG. disse...

Hermoso blog.

estas incluida en:

http://circulohispano.blogspot.com/

Espero te guste.

Besos.