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Memórias de sal

Nasci de um mergulho ao contrário

Cresci um peixe fora da água

Por isso os olhos sempre úmidos

Água e sal

Sempre ofegante

Memórias de polvos

Estrelas-do-mar dentro do peito

Corais e cavalos-marinhos

Hoje nado contra a correnteza das ruas

E quando das escamas todas perdidas

No mar no rio na poça de água talvez

O caminho de volta irei encontrar

7 comentários:

Pedrita disse...

adorei esse poema. beijos, pedrita

Lord of Erewhon disse...

Olá, eu sou o gémeo malvado do lenhador viúvo, muito gosto em conhecer (tem até quem ache que somos um só, mas não acredita em tudo que dizem por aí, até porque sou mais inteligente e belo).

Dark kiss.
P. S. Você nunca viu morcego-do-mar?... Eu já. Se quer ver também, experimenta nadar em noite de Lua cheia.

hfm disse...

Os caminhos também nos encontram.

O Profeta disse...

Fantástico! Quem és que me encantas?


Doce beijo

Osc@r Luiz disse...

Tinha um erro de grafia no título do seu poema no meu post mas eu já o corrigi.
Minha amiga, eu é que agradeço o privilégio de ter seus escritos a abrilhantar um dos meus cantinhos.
Seja sempre bem vinda a eles todos.
Um beijo e uma ótima semana.

Lunna Montez'zinny disse...

Caríssima, que singular seu escrito. O poema enterneceu-me e eu fiquei aqui a indagar-me sobre a existência de um caminho para se encontrar. E se não houver caminho?
Abraços meus...

Annabel M. Z. disse...

Precioso. No entiendo del todo el portugués pero lo suena armónico.

Si quieres visitar mi blog y leer mis versos... considérate invitada especial. :)