Páginas

Sonho

O amor pousou na janela do meu quarto
e me chamou para brincar

sem medo

me joguei atrás dele da janela

do sexto andar


e flutuei sonhando


o vôo virou um mergulho

já não era a cidade
era o fundo mar

e eu tinha cabelos de algas marinhas

nadamos golfinhos

por todo lugar

cansados da travessura

fomos dormir juntinhos
numa concha
.

14 comentários:

douglas D. disse...

adriana, obrigado por ter postado algo meu aqui no teu blog. agradeço, de coração.
bjo.

maria josé quintela disse...

com um sonho destes não apetece acordar!



beijinho.

Klatuu o embuçado disse...

Belíssimo poema! - com um tom de feeria de infância, delicado, singelo.

Beijinho.

Helio Jenné disse...

Muito bonito o seu sonho, Adriana! Dá vontade de ler e ler mais. Você tem o dom! Beijo de parabéns!

Annabel M. Z. disse...

Adriana, un final muy tierno y bonito. Me ha gustado mucho.

Besicos.

anjobaldio disse...

Muito bom.

Pedrita disse...

mudou tudo por aqui. gostei dessa cor clara. beijos, pedrita

Madalena Barranco disse...

Olá Adriana,

O que mais posso dizer se não que seu poema é bárbaro!! O amor ganha asas e até o gosto do mar.

Beijos.

osiris disse...

Cara Adriana !
O teu poema é mesmo "amoroso", não apenas por falar do Amor.Gostei muito.
Já agora obrigado pelo comentário no meu blogue. Peço desculpa por não ter comunicado a alteração do endereço que agora é
«rosadosventosnorton.blogspot.com»
Um beijo e dê mais notícias.
P.S.- Não consigo encontrar o seu endereço de e-mail...

Arnaldo Norton disse...

Adriana, subscrevo o comentário de Osiris. Gostaria, também, de ter o seu mail.
Um abraço cheio de saudade a Fortaleza.

LAU SIQUEIRA disse...

O amor é sempre um mergulho. Especialmente quando vira poema. :)
bj

Azuir disse...

Uma Poesia lindíssima falando em agua e amor.dando uma idéia de respeito ao meio ambiente.
Libertando do pequeno do dia a dia para a amplidáo do sonho que esta em todos lugares.
Achei bonito e valoroso.
Parabéns.
Azuir

Oliver Pickwick disse...

O amor dá asas, oxigênio no fundo do mar e, além disso, transforma um singela concha no mais confortável dossel.
Os versos lembraram-me as cantigas de roda, do tempo em que as minhas irmãs eram pequenas. Muito bonitos.
Um beijo!

Sal Ober disse...

Quantas? quantas vezes não voámos assim também.
grande texto. também voei.

saudações


http:\\coresemtonsdecinza.blogspot.com