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Clausura

Sou um quarto fechado
com fotografias nas paredes
e espessas cortinas sobre os olhos
macio carpete de sofrimentos
para o andar descalço

Tranquei as portas deste corpo

Posso te ouvir bater
não me abro
Porque quero que me cerques
por todas as janelas e portas
impossíveis

Se conseguires entrar
ilumine os corredores
que tenho percorrido
tentando encontrar
a mim mesma

Deito na cama fria
das entranhas
e não durmo

Tua voz é o som da noite.

Especialmente para o blogue Rosa-dos-Ventos.

3 comentários:

Benny Franklin disse...

Vc continua bela como a flor!

Lunna disse...

Como é bom ler você de novo Dri (posso te chamar assim?)... Bem, se não puder me avisa.
O poema é tão intenso e tem uma película que envolve a derme de uma forma (não sei descrever) ficou em mim, sabe?
Aquela busca que a gente vive no dia a dia, como quem tenta claramente se reconhecer no espelho, mas então passa o momento e as entrelinhas ficam ali até um novo encontro.
Adorei carissima
Beijos

Helio Jenné disse...

Vim matar a saudade das suas palavras, Adriana.
Beijos e parabéns pelo conjunto da obra!