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A morte do amor em poucos atos






Acordou, disse "Bom dia"
Não me chamou de "amor"
Tomou o café distraído
Prioridades se interpondo
à minha frente
Fiz-me de parede
para não atrapalhar
e meus olhos eram espelhos
molhados
Disse, por fim, "Adeus"
"não me espere para o jantar"
Pouco amor estava ali
entre os restos do café da manhã
que joguei no lixo.

10 comentários:

Lunna disse...

Dri, meu anjo, esse eu senti aqui na pele. O descaso, o desaforo, os restos de alguma coisa que se perdeu... Bjs

Pedrita disse...

muito bonito. beijos, pedrita

Arnaldo Norton disse...

A ausência do gesto de carinho ao acordar; a indiferença; a anulação com os sentimentos recalcados; o desapego da despedida e, por fim,a desilusão.
Não posso deixar de reconhecer, mais uma vez,que tens o dom de sintetizar, em poucas palavras, longos espaços de tempo e de sentimentos. Tens o dom dos poetas.
Aliás, tu és poesia por excelência !...

Madalena Barranco disse...

Olá Adriana, que saudade de seu blog e sua poesia objetiva e forte em emoções!

Ahh, em poucos versos tudo acontece...

Beijos.

Lord of Erewhon disse...

Quase sem tempo. Em breve lhe enviarei mail a explicar todas as «mudanças»... o blogue novo, etc.

Beijinho.

Lord of Erewhon disse...

Quase sem tempo. Em breve lhe enviarei mail a explicar todas as «mudanças»... o blogue novo, etc.

Beijinho.

Lord of Erewhon disse...

Quase sem tempo. Em breve lhe enviarei mail a explicar todas as «mudanças»... o blogue novo, etc.

Beijinho.

Francy´s Oliva disse...

Costumo dizer que o amor tem que ser conquistado a cada dia e a todos os momentos.
beijos.

Pedrita disse...

é tão fácil matar o amor. beijos, pedrita

Rudy disse...

Lindo, parabéns...