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A casa da morte

Do outro lado da rua
Uma casa abandonada
Do outro lado da vida o que haverá?
Morrer não deve ser diferente de fechar os olhos
e abrí-los para um cômodo qualquer abandonado
no qual, nós mesmos
poremos a mobília de sonhos, de amor ou de dor
como nos aprouver.
Minha casa da morte
tem uma estante de livros de poesias
uma “long chaise”
e “Soleil levant” de Monet
no lugar de uma janela.
Uma concha para ouvir o mar
uma velha foto de família
e memórias
que ora choram, ora riem.
A morte é só
mais uma casa abandonada
esperando.


Poema publicado na revista Cultural Novitas nº 3.

10 comentários:

Monica disse...

Adriana! gosto dos seus Versos
Bárbaros !! que bom que você
chegou,muito bem vinda ao
quandopassaros...

um abraço,
Monica

romério rômulo disse...

adriana:
estive aqui e deixo o registro.
volto.
um beijo.
romério

Lunna disse...

Acho que você sabe que seus versos sempre alcançam minha pele, não é? Bem, se não sabia, sabes agora.
Fiquei aqui espiando tábuas, construções, móveis e a mim mesma. rs
Beijos carissima

srtα α∂riαηα costα disse...

Mônica e Romério,
obrigada pela visita e voltem sempre!
Flores para vocês @}--

Lunníssima,
minha querida, não imaginas como fico feliz quando percebo que alguém sente o que eu sinto. O poema é uma forma de almas se comunicarem, não achas?

beijos e flores @}---

Rafaela Figueiredo disse...

eu sempre digo: morrer é muito mais fácil q viver!

bonito o texto!
te vi me seguindo, vim conferir. =)

visitemo-nos! ;)

um beijo

Monica disse...

Oi Adriana, passei aqui pra
te ver....
bjs

Anônimo disse...

Su poesía es maravillosa, la invito a pertenecer a este refugio de las artes http://www.salamaga.com

venga con nosotros y divulgue su poesía.

abrazos

Poesia Cibernetica disse...

Maravilho Verso....que não morre

Poesia Cibernetica (Berg) disse...

Belo...Maravilho...

LE CHEMIN DES GRANDS JARDINS disse...

Surréaliste ce poème...Non ?

Bravo

Roger